28/05/2007
Perguntar não ofende...
Será que o Dudar não merece MESMO nem ficar no banco?
O Junior não teria uma vaginha na meiuca? Ali, no meio daquele vazio de idéias entre a zaga e os armadores?
28/05/2007
Uma dica...
Talvez não seja a solução, mas pode ser uma boa dica: que tal a diretoria bancar a ida da família e amigos do Morais a todos os jogos? Se foi a presença dos familiares que o fez jogar daquele jeito, vale o investimento...
21/05/2007
E o jogo?
Foi uma partida ruim, o Sport chegou a dominar - amplamente, eu diria - boa parte do jogo e o 3 x 1 não reflete o que aconteceu em campo. Mas foi melhor do que eu imaginava. Apesar do time ter jogado meio recuado demais, pelo menos dá pra ver que existe algum padrão de jogo. Se esse padrão é bom, é outra conversa. Alguns comentários :
1) O time se comportou bem em campo, pelo menos na movimentação defensiva. Se houve falhas, acho que não foi culpa do Roth, mas de algumas pessoas que insistem em serem jogadores de futebol, mesmo sem ter o menor talento pra coisa.
2) A saída de bola ainda é um sufoco, o time não tem ninguém com um qualidade de passe sequer mediana no miolo de zaga. Mas até que o Jorge Luiz - que colocou o Canelinha na cara do goleiro no primeiro gol - e o Julio Santos não jogaram mal.
3) Cabeça de área: nesse time, a posição é um paradoxo. Acéfalos-de-área é o que temos. Amaral e Roberto Lopes NÃO!!!!
4) André Dias: corre como um louco, é atabalhoado, se enrola um pouco com a bola mas calou a boca dos críticos (deste aqui inclusive). Ao rapaz - ARTILHEIRO do campeonato, aliás - devemos ao menos o reconhecimento pelo esforço e, pelo menos nesse jogo, pela eficiência. Que venham mais caneladas!
5) Gulherme: o moleque é bom. Finalmente um lateral que preste na Colina.
6) Vamos ver como o time se sai sem a pressão do Gol 1000....
>Update - Esqueci de comentar: agora também temos um bom goleiro...
21/05/2007
Pequeno Gigante...
Não acho que seja preciso falar da importância da noite de ontem, não apenas para o esporte nacional, mas para o futebol mundial. Mesmo para os implicantes e recalcados de plantão, há um argumento irrefutável que atesta o caráter histórico do acontecimento: a raridade. Que eu saiba, só houve uma noite como a de ontem.
Pelé, o primeiro a protagonizar a epopéia dos 1000 gols é - merecidamente, claro - uma unanimidade dentro de campo. Romário, o herói da segunda noite com milésimo gol na história, nunca foi. E quando ele resolveu, do alto (sic) dos seus 41 anos, realizar o sonho do milésimo gol, parece que todos os seus desafetos resolveram que sua história de artilharias e conquistas não contavam mais. Por causa de um gol, ele virou o palhaço da vez, o velho, o inútil, o imprestável. Ele fez 999 antes, e por tentar mais um, ele era mais um ex-jogador em atividade em busca do tempo perdido.
Hoje, depois de ter realizado sua meta, aparecem os elogios ao feito. Tardios, mas inevitáveis. Agora, ninguém mais fala do milésimo nas suas contas, uma implicância infantil da imprensa, quando ainda pouca gente acreditava que o Baixinho conseguiria. Hoje, todos festejam Romário como ele sempre mereceu ser festejado: como um dos maiores jogadores de todos os tempos, senão o maior atacante que já pisou em um gramado.
Parabéns, Romário. Como fã do bom futebol, tenho muito a te agradecer. Agradeço a você pela noite de ontem, pelos 325 gols que fez pelo meu Vascão (virão outros, tenho certeza), pelas participações na seleção canarinha e por tudo o que fez nas quatro linhas (tirando algumas passagens por onde não devia, evidentemente). Você, com seus parcos 1 metro e 69 centímetro, é um gigante.