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Vanderlei Luxemburgo

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  1. 11/06/2007

    Boa notícia...


    Apesar da liderança do Vascão no Brasileiro ser obviamente uma boa notícia, não é dessa que eu quero falar. Explico porque: por mais que alguns torcedores achem que nosso time é a 8ª maravilha do mundo (o que infelizmente não é), o Vasco ainda não teve um desafio à altura de uma equipe que tenha pretensões de ser campeã de uma competição como o Campeonato Brasileiro. Nunca custa lembrar que pegamos três times favoritos ao rebaixamento e duas equipes reservas.

    Antes que comecem a falar que eu só reclamo - até me acusaram de não ser torcedor, vejam vocês! - digo que a maiúscula vitória sobre o Grêmio me animou. O time fez um belo primeiro tempo, se movimentando muito, marcando melhor, valorizando mais a posse de bola, sem dar muitas chances ao Tricolor gaúcho. E o segundo tempo, prejudicado pelo apagão em São Januário, foi mais morno, mas ainda assim não passamos muitos apertos com o adversário e ainda conseguimos marcar mais um.

    Mesmo se levando em consideração que o Grêmio jogou com seu time reserva, o desempenho dos nosso jogadores melhorou sensívelmente:

    • Guilherme teve uma atuação digna das primeiras aparições do Felipe, em 97. Jogando desse jeito, o moleque vai longe;

    • Thiago Maciel mostrou que pode suportar as vaias da torcida - que não foram poucas no início do jogo - e pode jogar razoavelmente bem;

    • Abedi mostrou que está mesmo em ótima fase. Que venham muitas comemorações pro filhinho!;

    • Parece que finalmente Dudar conquistou a posição na zaga. Não que ele seja um Mauro Galvão, mas diante do que temos...;

    • E, quando menos se espera, o Baixinho faz uma bela atuação! Se movimentando, passando muito bem a bola e fazendo gols. E um deles, nem de pênalti foi!


    Mas se teve tudo isso de bom, que notícia pode ser melhor que essa? Para mim, mais importante que a liderança (com os jogos que tivemos) é saber que Celso Roth está ansioso pelas próximas e complicadas rodadas. Isso é uma prova que o atual comandante vascaíno confia no seu trabalho, uma qualidade indiscutível (por mais discutíveis que sejam os métodos do treinador).

    É ingrata a posição de um técnico. É a eterna vidraça, sempre o primeiro a levar as pedradas. Celso Roth pegou um time com um elenco não muito brilhante, com a moral em baixa e, tão complicado de resolver quanto as duas primeiras, com um estilo de jogo completamente diferente do que costuma utilizar implantado há mais de dois anos. Acontece que em dois meses, Roth não só mudou a cara do time como trouxe, antes do que qualquer um poderia esperar, o que é mais importante: resultados.

    Chegou a hora de todos darmos um voto de confiança no nosso técnico. Quer gostemos do estilo dele ou não.

  2. 08/06/2007

    Faltou dizer...


    Outra do volante (de Scania sem freio) Amaral:

    "Sendo especialista nas faltas vou sempre ser cobrado para marcar gols"

    Faltou dizer: dessa vez apenas uma palavrinha. Se nosso acéfalo-de-área preferido dissesse "Sendo especialista em fazer faltas...", não teria faltado dizer nada.

  3. 08/06/2007

    Um leão por dia


    Celso Roth vai dar uma nova chance ao Conca. Se é que deixar o garoto no banco é mesmo uma "nova chance".

    E isso porque "Conca agradou o comandante vascaíno nos treinos desta semana. No coletivo de quarta-feira, o apoiador foi um dos destaques da vitória dos reservas de 3 a 1". Quer dizer: não adianta se destacar no time RESERVA que ganhou dos TÍTULARES. Pro Roth, o Conca - que fez um dos gols no treino - tem que fazer mais.

    Talvez um workshop com nossos valorosos volantes com o tema "como cometer faltas em seqüência" ajude o Conca a conseguir uma vaga entre os titulares...

  4. 06/06/2007

    Lento por definição


    Segundo o Dicionário Houaiss, criatividade é:

    1 qualidade ou característica de quem ou do que é criativo
    2 inventividade, inteligência e talento, natos ou adquiridos, para criar, inventar, inovar, quer no campo artístico, quer no científico, esportivo etc
    (grifo da casa)

    Diante disso, eu pergunto aos caros vascaínos: um meio de campo formado por Renato e Abedi tem alguma dessas definições? Mesmo Celso Roth, quando fala do primeiro, diz que sua qualidade é "cadenciar" o jogo. Voltemos então, ao bom e velho Houaiss, mais precisamente no verbete "cadenciado", que é como nosso técnico espera que nosso time jogue contra o Grêmio :

    1 que tem cadência; cadencioso, compassado
    (...)

    Sinônimos

    ver sinonímia de vagaroso
    (outro grifo da casa)

    Agora, outra pergunta aos caros leitores: vocês acham que ser mais vagaroso é o o Vasco precisa para jogar melhor? Pois é isso que pretende nosso técnico. Sem Morais, contundido, o que a torcida pode esperar é um time mais lento. Enquanto isso, Conca - que pode não ser o salvador da pátria, mas é uma opção mais ofensiva - nem treinar, treina.

    Eu queria terminar esse post com mais uma definição do Houaiss, mas infelizmente o verbete "retranqueiro" não tem no dicionário...

  5. 05/06/2007

    Como Salomão...


    Na matéria com o eterno "Rei" de São Januário, o craque - ah, bons tempos! - Juninho Pernambucano diz que, caso volte ao Brasil, "gostaria de atuar, em meu último ano de carreira, seis meses pelo Vasco e seis pelo Sport"...

    Na situação do nosso meio de campo, se fossem 6 semanas já seria ótimo! Torço (há muitíssimo tempo, como todo vascaíno) que Juninho volte à Colina e torço mais ainda que ele esqueça essa de 6 meses em Recife. Seu lugar é no Vascão, onde você construiu 99,9% da sua história jogando no País...

    Agora, se a indecisão continuar, podemos fazer como o Rei Salomão: cortamos o jogador e uma metade fica com o Vasco, outra com o Sport. Mesmo "meio Juninho" joga muito mais bola que qualquer meio-de-campo do atual elenco.

  6. 04/06/2007

    Salvo pelo feijão


    O dia estava quase perfeito: domingão, clássico no Maraca e uma feijoada pelo aniversário do Bolota, um dos meus parceiros de arquibancada. Só faltava mesmo o sol, já que o dia estava com uma bruta cara de inverno. A casa dele é perto do estádio, então era só comer o feijão, beber umas cervas e partir a pé mesmo pras amarelas do Maracanã, do lado da UERJ.

    Gosto de ver o Vasco jogar contra o Fluminense no estádio porque as vitórias são muito mais comuns para o nosso lado (aliás, não lembro do Vasco perder para o Tricolor estando presente ao jogo). Mas sabem como é aniversário, né? Aquela bagunça, todo mundo querendo ficar um pouco mais pra beber e tal. Resolveu-se, diante do mau tempo e do conforto de ver o jogo com umas geladas ao alcance da mão, pagar-se pelo pay-per-view do jogo. Como a casa estava cheia de vascaínos, o pagamento pelo jogo seria rateado e sairia mais barato do que se cada um comprasse seu ingresso. Acontece que, pelo que foi mostrado em campo, mesmo que houvesse mais uns 30 dispostos a pagar pelo jogo, ele sairia caro.

    É, amigos, mais um jogo que não valeu nada. E, mesmo sendo um clássico, valeu menos que as outras três rodadas. Se a estréia contra o América RN foi ruim, pelo menos ganhamos 3 pontos fora de casa. O jogo contra o Sport também foi fraco, mas nos impusemos em casa e ganhamos com alguma folga. Na batalha contra o Náutico, valeu ter arrancado um ponto na casa jogando com 10 desde o começo da partida. E ontem? O que nos mostra um empate com o time reserva do Fluminense?

    Mostra mais uma vez um time fraco tecnicamente, com jogadores longe de estarem à altura de uma equipe com a tradição do Vasco. Nem vou falar mais sobre os dois primeiros jogadores do meio-de-campo (que não marcam direito, passam pior ainda e têm compulsão por cartões amarelos), porque seria repetitivo demais.

    Se formos falar da lateral-direita, Tiago Maciel conseguiu uma proeza: fazer a torcida imaginar que ao venderem o Ygor levaram o irmão errado de São Januário. Se bem que - voltando a falar dos acéfalos-de-área - Amaral e Ricardo Lopes também nos dão saudades do Ygor.

    Morais não pode, por exclusiva falta de competência, ser o "maestro" do time. O garoto joga, mas parece que precisa de alguém mais experiente ao lado dele, alguém que chame a responsabilidade quando necessário. Não adianta nada encarar jornalista no fim do jogo e fazer uma partida como a de ontem. Se falta grana para contratar um meio de campo de qualidade, talvez seja mais barato levar a família do rapaz para todos os jogos. Contra o Náutico, funcionou.

    O ataque...bem, ontem não teve ataque, certo? André "Canelinha" Dias dessa vez não arranjou nada com sua correria e o Baixinho, mesmo sem a pressão do gol 1000, quase não tocou na bola (quando tocou, perdeu uma chance clarano primeiro tempo e deu um chute insignificante no segundo). Martin Garcia finalmente jogou...mas tenho minhas dúvidas se a participação dele ontem conta como uma estréia. E a pergunta que não quer calar éa seguinte: o que acontece com Leandro Amaral? Ele não voltaria nessa partida?

    Mas o que mais me preocupa é que, mesmo tendo um elenco deficiente, o técnico tem parte da culpa. Claro que ele não pode entrar em campo e acertar as centenas de passes errados que aconteceram ontem. Mas não existe desculpa para algumas opções do Roth. Por exemplo:

    1. Mesmo não tendo feito uma partida perfeita, nada explica que Dudar não seja sequer banco nesse time. Com uma seqüência de jogos, o argentino seria disparado o melhor zagueiro do elenco. Isso, claro, se o quesito chutão não for o primordial para a escolha da zaga.


    2. "O Renato é mais clássico, toca mais, chega com mais facilidade no gol", disse Roth. Se assim o é, porque diabos ele escalou o Abedi no começo do jogo? Sorte do técnico que o gol foi dele, senão, qual seria a desculpa de ter escalado um meio de campo mais cauteloso contra o time reserva do Fluminense? Qual é a lógica?

      (Parêntese: nem concordo com essa de mais clássico. Pra mim, Abedi ou Renato seriam bons segundos volantes e só. Nenhum dos dois tem habilidade para ser armador, ou pelo menos para ser um armador convincente. Mas essa é outra história. Fecha parêntese)


    3. Se o ponto alto dos times do Celso Roth é o sistema defensivo, como se explica levarmos um gol daqueles? E numa jogada em que, segundo o próprio time, foi treinada à exaustão. Das duas, uma: ou Celso Roth não treina bem seus jogadores ou os jogadores, por mais que repitam as jogadas nos treinos, não conseguem executa-las. Qualquer que seja a razão, a culpa é do técnico.

    Caímos um posição, mas ainda estamos bem na tabela. Quanto tempo vamos nos manter assim, sem reforços? Só Deus sabe. Mas pior que a preocupação constante com o desempenho do Vasco, é ter quase a certeza de que, mesmo que fiquemos sempre no alto da tabela, vamos sofrer com jogos fracos como esse contra o Fluminense. Ontem, o domingo foi salvo pela feijoada e pelo aniversário de um parceiro. Mas e semana que vem? Será que o Vasco vai fazer valer o fim de semana?

  7. 31/05/2007

    Faltou dizer...


    Frase de Amaral, um dos acéfalos-de-área titulares do Vasco :

    " Ele quer uma equipe com pegada, mas leal. Trabalhamos à exaustão as roubadas de bola"

    Faltou dizer: E como é que o Amaral não vai defender um técnico que o escala como titular do Vasco?!?! Se o Celso Roth é louco de colocar o cara em campo, o Amaral é que não vai ser maluco de falar mal do técnico!!!

  8. 31/05/2007

    Pra acabar com a discussão...


    Como é um assunto recorrente e acaba ficando chato ler comentários iguais o tempo todo, eis a página oficial da FFERJ com todos os campeões cariocas e seus respectivos vices. Aos que tem essa capacidade, basta contar quem foi mais vezes 2º lugar.

    Claro que quem não gostar do que vir pode alegar que há erro, que foi roubado ou qualquer coisa do genêro. Não importa. Cada um acredita no que quer....

  9. 30/05/2007

    Falando em reforço


    Como o time anda precisando de reforços, a diretoria se mexe e apresenta uma "novidade": Marco Brito está de volta...

    Nem desgosto do Brito, acho que compõe bem o elenco em um campeonato longo como o Brasileiro. Mas será que não vai pintar uma contratação de verdade? Alguém que não venha para montar um banco razoável? Além do mais, o problema do Vasco está LONGE de ser a quantidade de atacantes medianos no seu grupo.

  10. 30/05/2007

    Medo...


    Depois das eternas reclamações sobre a dupla titular de cabeçudos de área com que o Vasco tem jogado, essa notícia foi apavorante:

    "Augusto Recife passeia por São Januário"

    Para o meu - e o de TODA a torcida cruzmaltina - alívio, o sujeito foi apenas fazer uma visita ao Celso Roth. Imaginem se um cara como Augusto Recife fosse um "reforço"!!!! Volantes desgovernados por volantes desgovernados, fiquemos com as bombas que já estão no elenco. Pelo menos não se gasta dinheiro com mais porcarias...



    PS: Augusto Recife veio ao Rio para resolver "outras pendências", e não apenas pra fazer uma visitinha ao nosso técnico. Na matéria vocês ficam sabendo do que se trata...

Julio Cesar, fluminense (NÃO O TIME!!), é há 7 anos publicitário por formação e há 32 vascaíno por convicção. Torcedor de arquibancadas - amarelas da UERJ no Maracanã e em São Januário - , quando não está preocupado com os rumos do seu Vasco da Gama, ocupa seu tempo trabalhando na Effort Comunicação.

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