18/06/2007
Desisto...
Sai Morais, entra Renato
Sai Renato, entra Marcelinho
Em um meio de campo onde Amaral e Roberto Lopes têm vaga garantida e onde Renato entra para armar jogadas, só um fato pode explicar a não entrada do Conca: o cara é ruim de bola. Só pode ser. Não pode ter outra razão. Por pior técnico que seja Celso Roth, não é possível que ele deixe o argentino de fora (com esse elenco que tem nas mãos) sem que ele seja um jogador incompetente.
Por isso, eu desisto: não vou mais falar em Conca, nem pedir sua escalação. Pra ele ser barrado pelas barangas que têm jogado, o portenho deve ser mesmo um perna-de-pau completo.
15/06/2007
A dura realidade
Antes de mais nada: derrotas acontecem. Uma derrota do Vasco aconteceria em algum momento, era inevitável. Não existe time imbatível. Aliás, a derrota até veio em um bom momento. Em rodada antecipada e com o time sem seus principais jogadores (a entrada do Leandro Amaral não conta. O coitado até se esforçou e foi muito bem para um jogador sem jogar há 3 meses). Não podia ser do jeito que foi? Não, não podia. Mas até a goleada serve para vermos mais claramente alguns pontos que ainda podem ser concertados ao longo do campeonato.
E olha que o Botafogo nem precisou jogar muito para construir o placar. Se os pés dos botafoguenses estivessem tão abençoados naquele primeiro jogo do Carioca, a goleada seria muito maior. Naquela partida, sim, o Vasco tomou um banho. Ontem, o Vasco não jogou e o Botafogo não precisou jogar tudo que sabe.
Agora, ficou óbvia a falta de Morais no time. Contra os reservas do Grêmio, foi fácil. Mas ontem, ficou evidente que Renato não tem vaga como armador. Tirando um bom passe que deu para Guilherme (um dos poucos que se salvaram do desastre) no primeiro tempo, Renato só fez errar e fazer faltas, não necessariamente nessa ordem. Sofrível seria um elogio à sua atuação.
A marcação, que seria pretensamente o ponto forte do time, mostrou-se fraca. Basta um ou dois dribles de um jogador habilidoso e pronto, bola na cara do Silvio Luiz. O adversário, propalado como um time eminentemente de jogo pra frente, foi muito melhor na marcação que o Vasco. Os atacantes não viram a bola.
(Se bem que, com a quantidade de passes errados do time, mesmo sem marcação o Vasco talvez não fizesse nada.)
E a zaga? Os gols do Dodô foram o retrato da ineficiência dos zagueiros. No primeiro, Dodô recebe uma bola meio quadrada, tem tempo de ajeitar, virar e chutar. No último, nem se fala. O cara estava completamente sozinho na pequena área.
Mas o pior de tudo foi como se portou Celso Roth. Como um técnico novato, o cara acaba com o esquema que vem usando há meses e coloca três atacantes na volta do intervalo. Como se o que o time precisasse fosse ficar mais desguarnecido! Colocar Leandro Amaral, sem ritmo, já seria uma temeridade. Mas colocar o Leandro Amaral e deixar o Romário em campo, numa situação daquelas, não tem explicação! Aliás, tem: burrice.
Agora é levantar a cabeça e bola pra frente, tentar acertar os vários defeitos do time para pegar o São Paulo. Sabendo que no Brasileirão o buraco é mais em cima, talvez o Vasco possa se superar e fazer uma campanha decente.
12/06/2007
Pelo dia dos namorados
Dia 12 de junho é a data ideal para lembrar uma coisa: a torcida do Vasco é uma eterna apaixonada. Mesmo quando os jogadores maltratam a bola e o coração da galera. Mesmo quando o time "não comparece" e fica um longo tempo sem levantar uma taça. Até mesmo a infidelidade - de alguns jogadores, que se bandeiam para outros clubes - a gente perdoa, basta que, na volta, o infiel mostre que com os outros era pela grana e com o Vasco, é por amor à camisa.
Ou seja: mesmo diante das maiores crises, a torcida está lá, sempre presente, apoiando e acreditando no time.
Por isso, nesse dia dos namorados, não custa lembrar ao técnico e aos jogadores que a atual lua-de-mel entre o Vasco e a sua torcida precisa ser preservada. A gente nem exige muito: basta vontade, empenho e, acima de tudo, que vocês honrem essa camisa. Que nunca se esqueçam da centenária história de triunfos e conquistas que ela tem. Em contrapartida, nós, a torcida, vamos retribuir com todo o amor que temos pelo nosso clube do coração, acreditando e incentivando vocês até o fim.
Estamos orgulhosos de vocês e do time. Não deixem que esse namoro entre em crise.