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Vanderlei Luxemburgo

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  1. 15/10/2007

    Segunda-feira feliz


    Pra início de conversa, o papo de que "tem coisas que só acontecem com o Botafogo" não se aplica ao jogo de ontem. Vitórias do Vasco sobre o Bota é que são naturais, e não o contrário, como vinha acontecendo (basta ver a diferença de vitórias que temos historicamente). Ontem aconteceu o normal. Ponto.

    Agora, falando sobre o jogo ontem. Apesar de ter feito a torcida vascaína ter uma segunda-feira feliz depois de muito tempo, não foi dos melhores, tecnicamente falando. Mas sob um aspecto pelo menos, o 2 x 1 de ontem pode nos das melhores esperanças pelo resto do campeonato: a vontade de vencer parece ter voltado. Mesmo que essa vontade tivesse sido confundida com rispidez em alguns lances (batemos exageradamente ontem), o time não teve aquela apatia com que infelizmente chegamos a nos acostumar.

    E foi com um pouco mais do que garra que dominamos o primeiro tempo, levando perigo ao gol do Botafogo desde o primeiro minuto de jogo. E não demorou muito para abrirmos o placar, aos 8 minutos, numa bela trinagulação entre Perdigão (com um toque genial de calcanhar), Marcelinho e Leandro Amaral, finalizando sem defesa para Julio Cesar. Depois do gol, continuamos na pressão e o Botafogo chegava poucas vezes, algumas vezes com perigo. Mas o primeiro tempo terminou com o Vasco em vantagem.

    O Botafogo voltou tentando o empate com mais empenho e pressionou no começo do segundo tempo e parecia que o Vasco cairia novamente na velha história de recuar depois de abrir vantagem. A ironia foi que o empate veio justamente quando conseguimos equilibrar a partida. Pra variar, um lance meio bizarro: chutão do Botafogo, zagueiro Vasco enganado pelo quique da bola, sobra para o Dodô, passe para o Reinaldo e bola por baixo do corpo meio balofo do Sílvio Luiz.

    Mas o teste para cardíaco veio logo depois. Amaral consegue a proeza de, em 4 minutos, fazer duas faltas desclassificantes e ser expulso. A sorte - e alívio para quem sofre do coração - é que no minuto seguinte Andrade fez um cruzamento na medida para Jorge Luiz dar uma cabeçada matadora e dar números finais ao jogo. O Botafogo ainda teve mais uma chance, mas a sorte dessa vez estava do lado da Colina.

    Acabou a jejum, subimos para 7ª colocação e nossas chances de ir pra Libertadores, ainda que remotas, continuam. Foi difícil e no sufoco, mas esse é o tipo de vitória que serve para levantar a moral da equipe e da torcida. E não poderia ter vindo em melhor momento, numa semana em que pegamos o Flamengo e que precisamos nos preparar para reverter o resultado contra o América do México, no dia 24, pela Sul-Americana.



    Conca saiu porque estava cansado. Ele é um rapaz fraquinho, viajou muito essa semana, se superou no jogo e o calor ontem estava forte. Só essa pode ser a explicação para a entrada de Enílton em seu lugar. Mesmo com a desculpa de que a armação das jogadas ficaria a cargo do Marcelinho - que ontem correu muito e jogou bem, melhor até que o gringo - é muita besteira trocar alguém que pode fazer algo de útil por alguém que nunca faz nada. Aliás, injustiça minha, ontem o Enílton fez algo: uma cagada incrível ao ser expulso.



    Outra inexplicável do Roth: Eduardo. O que é o Eduardo?



    Júlio Santos mostrou ontem que é tão eficiente fazendo gols quanto na zaga. Um sujeito que ganha dezenas de milheres de Reais por mês e se diz profissional não perde um gol daqueles na pequena área. Mesmo sendo um zagueiro fraco.



    Perdigão voltou a jogar bem, dando um passe genial no lance do primeiro gol. Andrade entrou bem e fez o cruzamento que resultou no segundo. Amaral foi expulso e não joga contra a urubuzada. Qual seria a lógica, diante desses acontecimentos? Todo mundo já sabe.

    O que ninguém sabe é qual lógica rege a cabeça do Roth. E se ele escalar o Bob Lopes na 5ª, vai provar que ele não emprega nenhuma lógica.



    É bom ver o Leandro "Guerreiro" Amaral comemorar um gol pro Vascão, não é não?



    Alan Kardec: vai treinando agachamento, meu filho! Com Enílton fora do jogo de 5ª, você pode precisar novamente abaixar a cabeça....

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  2. 13/10/2007

    Não decepcionar: uma obrigação


    Nesse segundo turno, o destaque do Vascão tem sido sua torcida. Mas mesmo a massa cruzmaltina ultimamente vem falhando, muito por causa do desempenho ridículo que o time apresenta no momento. As arquibancadas estão ficando vazias, tanto quanto as redes dos adversários.

    Mas amanhã é domingo, dia de clássico no Maraca. A torcida precisa mostrar para os jogadores o que significa amar o Vasco da Gama. Mostrar o que é força e o que é se doar pelo Gigante da Colina. Se a diretoria, o técnico e os jogadores decepcionam, é hora de provar que quem não falha - e não pode falhar - nunca é a nação vascaína. Vamos lotar o Maracanã amanhã e gritar pro time do primeiro toque na bola até o apito final do árbitro. Mais que uma necessidade, é uma obrigação para quem se diz torcedor.



    Jogo da Seleção? Que jogo?!?!?



    No momento em que postei, nossa Musa estava atrás na disputa com o Botafogo. Votar na nossa musa também é uma mostra de força. Vamos virar esse jogo!


    Ela também não nos decepciona....e nem vejo como ela faria isso!

  3. 11/10/2007

    A sina continua...


    Celso Roth deve ter lido o post de ontem e resolveu fazer uma surpresa. Colocar Bob Lopes tendo Perdigão e Andrade à sua disposição era algo que nem o mais ferrenho crítico do técnico esperava. Não que isso tenha sido o motivo para a derrota para o América do México, antes fosse. Se Bob Lopes fosse nosso único problema, seria fácil resolver.

    Escalar um time que não pretendia jogar, apenas destruir as jogadas do adversário, é um problema muito maior. O Vasco até teve uma ou outra oportunidade, uns chutes de longe que não deram em nada, mas ontem não vi o menor traço de um esquema de jogo. Como Conca não estava nas suas melhores noites, nosso poder ofensivo foi quase a zero. Tirando uma ou outra jogada do Wagner Diniz ou um chutão que por sorte sobrou nos pés de um dos nossos na frente, não criamos nada.

    Outro problema gritante é a facilidade com que o time era envolvido pelos atacantes do América. Sem querer tirar o mérito dos jogadores do adversário, não é possível que jogadores profissionais levem tantos dribles como ontem. Mosqueda e Castroman faziam o que queriam, as vezes deixando nossos defensores (e eles eram muitos em campo) no chão.

    E para provar que Bob Lopes não é nosso único problema, Roth faz questão de escalar mal outros jogadores. Alan Kardec não tem a menor condição de ser titular em um jogo onde a posse de bola no ataque seria fundamental. Enílton não tem tido boas apresentações, mas consegue ao menos conduzir a bola por alguns segundos, coisa que Kardec não faz nunca. A bola parece queimar no pé do rapaz. E deixar o Andrade de fora numa partida a mais de 2.000 metros de altitude, onde os chutes têm sua velocidade aumentada, foi desperdiçar uma arma que poderia ser importante.

    A sina das derrotas e da falta de gols continua. A decisão é em São Januário e a parada parece ser mais dura do que foi contra o Lanús. Não que eu ache impossível: o América joga e deixa jogar, não deve vir tão recuado como a equipe portenha. Mas o time vai precisar mudar bastante para reverter o placar. Ter atitude, algo que vem faltando há meses, é indispensável.



    Vale dizer que aquele penâlti clamoroso em Leandro Amaral poderia mudar completamente a história do jogo, mesmo que tivessemos perdido a partida. Se abríssemos o placar, o América ficaria mais nervoso e ainda teríamos a vantagem de ter marcado um gol fora. Claro que também tivemos um pênalti não marcado contra nosso time, mas não era num lance claro de gol como o feito em cima do Leandro. E o lance talvez não acontecesse se a primeira penalidade fosse assinalada.

    Outra do juiz: o Julio Santos merecia muito mais ter tomado o vermelho por um carrinho criminoso que deu em cima do Castroman no primeiro tempo que pelo lance em que foi expulso. No replay é visível que não foi intencional o contato, J.Santos abaixa a perna olhando para bola e pede desculpas imediatamente após o acontecido. Não foi uma agressão, e sim, um acidente.



    Há REALMENTE algo de estranho na preferência de Roth pelo Bob Lopes. Ele não marca bem, não acerta um passe, quase fez um gol contra de cabeça e ainda fez um pênalti (sua especialidade), felizmente não assinalado pelo juiz. Não há uma justificativa decente para sua escalação.



    O jogador que teve a maior queda de rendimento no elenco é indiscutivelmente o Perdigão. Ele não conseguiu acertar NADA desde o momento que entrou em campo. Errou vários passes - inclusive um em que ele inexplicavelmente tocou para o juiz! - e ainda levou uma bola nas costas bisonha no lance do segundo gol. Não dá pra entender o que houve com o cara.



    Sílvio Luiz não teve culpa em nenhum dos gols sofridos e ainda fez duas defesas espetáculares na partida. Mas depois de três ou quatro saídas em falso durante o jogo, ainda dá pra confiar no goleirão? Tenho minhas dúvidas....



    Um cartão amarelo aos 5 minutos de jogo, várias saídas de bola atrapalhadas e deixar um cara 20 centímetros mais baixo fazer um gol de cabeça quando era o responsável pela marcação do tampinha. A noite do Vilson ontem foi bizarra.



    Foram apenas três faltas que poderiam render alguma coisa. Uma, para variar, Amaral isolou. Nas outras duas, Andrade colocou por cima uma e quase fez um gol na outra. Se quando entra, Andrade não tem se destacado com passes ou armações de jogadas, pelo menos vem mostrando disposição. Como o rendimento do Perdigão anda péssimo e ele não tem um diferencial como as cobranças de falta, Andrade já vem merecendo ser titular. E o Roth nem tem desculpa para não o escalar, já que Andrade é o reserva de 1º volante, como nosso técnico sempre fez questão de dizer.



    No domingo, não vai ter jeito: se ressucitarmos o Botafogo, quem morre é o Roth....

  4. 10/10/2007

    Mistério sem surpresa...


    Cleso Roth ainda não definiu o time que pega o América do México, hoje à noite. Apesar do técnico manter o mistério sobre a escalação, nada do que ele faça será surpresa para a torcida. Enílton ou Alan Kardec? 3-5-2 ou 3-6-1? Tudo isso já foi tentado e as perspectivas não são das melhores. Claro que isso não nos tira a obrigação de acompanhar a partida e torcer muito. Por mais que isso não nos tenha trazido vitórias ultimamente.

    Fé e paciência, é o que dá pra recomendar. Fé que o América não seja essa maravilha toda e que na Sul-Americana o Vasco siga na direção oposta que tomou no Brasileirão (o segundo jogo contra o Lanús pode nos dar uma certa esperança nisso) e paciência para aturar as deficiências que temos insistentemente apresentado.



    Juninho Pernambucano, o eterno Reizinho de São Januário, é um dos candidatos a Melhor Jogador do Mundo. Nem preciso falar que o Blog da Fuzarca está na torcida pelo nosso ídolo. Ele merece.




















    Chegou um novo - e belo - ensaio fotográfico da Priscila, a Musa do Vascão. Confiram, babem e votem na moça...

  5. 09/10/2007

    Hoje é dia de espaço livre...


    Mas queria comentar antes uma notícia que li hoje pela manhã. O título da matéria é "Rival mexicano também vive crise". Eis um trecho:

    "O adversário também vive período turbulento. O técnico Luis Fernando Tena foi demitido domingo, depois da derrota de 3 a 1 para o Toluca, pelo campeonato nacional. Foi o quinto jogo consecutivo sem vitórias na competição, em que o clube ostenta um insosso 12º lugar. O argentino Daniel Brailovsky o sucede no comando."

    Ou seja, crise por crise, eles também têm a deles. Vale a pena ter esperanças? Pelo teor dos comentários recentes, os torcedores acham não há a menor chance de saírmos do México com um bom resultado. Para muitos, a goleada do América é certa. Tenho minhas dúvidas (e muita torcida, claro).


    E vocês? O que acham? Comentem....

  6. 08/10/2007

    Rotina


    A desastrosa série do Vascão de 8 jogos sem vitória traz várias conseqüências terríveis, os mais óbvios, a queda na tabela, o fim do sonho da Libertadores, a proximidade com a zona do rebaixamento e a revolta da torcida. Mas quem sofre com uma conseqüência inesperada e menos importante é justamente o Blog da Fuzarca. O que eu poderia falar de diferente sobre mais uma derrota, dessa vez para o Atlético-PR, na qual vários erros iguais aos de outras derrotas anteriores, se sucedem?

    Antes mesmo do jogo começar, o cheiro - ou melhor, o fedor - dos problemas já estava forte. Sem Wagner Diniz, sem Perdigão e com a dupla de acéfalos-de-área em campo, as perspectivas não eram das melhores. E quando começa a partida, nossos medos se concretizam. Aquele jogo feio, cheio de bicões, faltas e erros de passe.

    Claro que o Atlético também não ajudou nada para tornar o espetáculo mais agradável. Apesar de um início de pressão, o time paranaense deixou o Vasco equilibrar o jogo. Não que isso fosse muita vantagem, já que as duas equipes iam mal em campo, produzindo pouco. As chances de reais de gol eram raridade. O Vasco inclusive chegou ter mais posse de bola e finalizar mais vezes que o time da casa. Mas olhando friamente, o empate seria mesmo o resultado mais justo. E parecia que o placar ia até o fim sem gols até que...

    O gol vindo de uma falha individual do Sílvio Luiz pode ter sido injusto para o que o Atlético jogou, mas não foi para o que Vasco fez. Mesmo tendo sido melhor em campo durante boa parte da partida, nosso time foi desorganizado e ineficaz. A partida não foi uma moleza, mas com um pouco mais de vontade, poderíamos ter um resultado melhor, como conseguimos nos três outros encontros com o Furacão esse ano.

    Se a Libertadores já era um sonho perdido, agora a preocupação passa a ser com a zona do rebaixamento. Aliás, nossos objetivos dentro do campeonato (ser campeão, Libertadores ou Sul-Americana de 2008) são a única coisa que fogem de uma rotina nos comentários aqui do blog. O problema é que, infelizmente, essa rotina tem sido descendente.



    Faz tempo que eu acho as saídas do Sílvio Luiz terríveis. Não se trata de crucificá-lo, ele nos salvou várias outras vezes (o zagueiro que deveria marcar o Ferreira falhou bisonhamente também), mas um goleiro experiente como ele não pode ser tão deficiente em um fundamento tão importante. Sílvio Luiz raramente sai do gol e quando sai é para dar socos para frente da área que podem resultar em chutes perigosos. No lance do ontem, nem isso: ele errou feio a bola. Será que os responsáveis pelo treinamento de goleiros não podem ajudá-lo nisso?



    Não se trata mais de uma opção tática, mas de falta de humanidade: será que o Roth não tem pena do Conca e do Leandro Amaral? Os caras correm, correm e correm e NINGUÉM ajuda os caras. Não que o elenco à disposição ontem (com Perdigão suspenso e as dezenas de jogadores encostados pelo INSS) pudesse ser muito efetivo, mas CERTEMENTE seria melhor que a dupla Amaral-Bob Lopes. Andrade e Marcelinho não poderiam ter entrado?



    Analisando a dupla de acéfalos-de-área:

    Amaral manteve o nível das outras partidas e como 1º homem do meio, não chegou a comprometer. Mas uma coisa me ocorreu. Perceberam que foi justamente quando o Vasco começou a perder que ele deu uma ligeira melhorada? Alguém tem uma explicação para essa coicidência?

    Bob Lopes fez a sua melhor partida em muito tempo. O destaque? Não cometeu nenhum pênalti. Mais que isso (como acertar um passe ou marcar decentemente) todos sabemos que ele não consegue.



    Os "prata da casa" tiveram uma atuação fraca, bem no nível do jogo. Vílson até que foi seguro durante a partida, mas tomou um drible ridículo do Ferreira no primeiro tempo e acabou de joelhos no lance de gol do mesmo. Alan Kardec até perticipou mais que de costume do jogo, mas a cada dia mostra que bola no pé não é a dele (teve também uma bela cabeçada no 1º tempo, infelizmente pra fora) e Guilherme, que entrou no fim, teve como destaque um chute que deve ter parado em São Januário. Não entendo: o garoto adora perder gols na pequena área e resolve chutar de longe quando podia trabalhar mais a bola.

    Ah...também teve o Eduardo. Mas o que é o Eduardo? Alguém pode responder esse mistério?



    Vocês repararam como toda hora o Jorge Luiz subia ao ataque? Se esse é um "elemento surpresa" criado pelo Roth, estamos mesmo lascados....


  7. 07/10/2007

    Tv e calmantes


    Hoje é dia de pegar o calmante para ver o Vasco: a dupla de acéfalos-de-área estará em campo contra o Atlético-PR. Mesmo que Amaral não esteja jogando mal nas últimas partidas, a presença do Roberto Lopes é tão nefasta que pode influenciar negativamente seu rendimento. Pra compensar, temos o Leandro Amaral de volta.

    Eu sei que é difícil, mas precisamos ter fé. Voltar a vencer, e num jogo fora de casa, pode acordar o time. Com as atuações que temos visto, parace que quem precia de calmantes é a torcida, mas quem anda dormindo é o Vasco....



    Já que vocês vieram dar uma conferida aqui no Blog da Fuzarca, aproveitem e votem na nossa Musa.

    Pelo menos a Priscila não precisa de um Bob Lopes para vencer...

  8. 05/10/2007

    Otimismo numa hora dessas?


    A revolta e a decepção são muito naturais, ainda mais depois da catástofre de 4ª feira passada. Os comentários refletem perfeitamente o clima entre a torcida e o Vasco. A desconfiança no elenco e no técnico (essa, já de longa data) é total. Ninguém poderia esperar outra reação.

    Mas acontece que o time que temos é esse e o técnico continuará sendo o Roth. E diante disso, o que podemos fazer? Não se tira "férias de torcedor". Não podemos deixar o Vasco até começar 2008 ou Roth ser demitido. Torce-se sempre, não importa como o time vá. Pelo menos é assim que verdadeiros vascaínos têm que agir.

    Se revermos nossos jogos no primeiro turno, veremos que a derrota para o Juventude em Caxias do Sul foi o início de uma fase muito boa do Vasco no campeonato. Quem sabe não damos uma guinada daqui em diante? Podemos não ter muitos motivos para acreditar nisso agora, mas temos a obrigação de torcer por isso.

    Pode parecer fora de hora, mas pedir otimismo é o que eu posso fazer. Os jogadores podem estar desanimados, mas nós, os torcedores vascaínos, não podemos nos dar a esse luxo. Eles (ou pelo menos alguns deles) estão em campo pelas próprias carreiras. Nós vamos aos estádios ou nos grudamos em uma TV ou em um radinho de pilha por amor ao Vascão. E são nessas horas difícies que temos que mostrar com mais vigor esse sentimento. Teremos uma maratona de jogos agora, e todos são importantíssimos. Temos que apoiar e principalmente, acreditar. Sempre.



    Pelo menos duas notícias boas para o jogo contra o Atlético-PR: Leandro Amaral volta. A outra, é a participação do Romário como professor de finalizações para os outros integrantes do "ataque cardíaco" do Vasco. Além de acharmos uma função para o baixinho onde ele não vai atrapalhar o time, uma coisa é certa: é difícil haver algum mestre melhor para a função. Quem sabe os Eniltons e Abudas da vida agora não aprendem a fazer seu trabalho decentemente?

  9. 04/10/2007

    Medíocre


    Dessa vez não foi na casa do adversário, não teve campo ruim e não teve erro de arbitragem (pelo contrário, até). O adversário não ficou recuado o tempo todo nem usamos o 3-5-2. O time escalado foi praticamente o que a torcida queria e mesmo os jogadores que parte dos vascaínos gostariam de ver em campo acabaram jogando (como o Guilherme e o Kardec, por exemplo). O Andrade jogou e bateu faltas. O Conca jogou e até foi bem.

    Mesmo assim, o Vasco perdeu, diante da prórpia torcida, para o vice-lanterna do Campeonato. E agora, sem desculpas.

    Vão dizer que Leandro Amaral não jogou. Não justifica. Um time não pode depender apenas de um atacante. O que o Vasco provou ontem é que seu elenco é fraco. Para mim, não existe essa de "fase ruim". Jogador de qualidade não tem "fase". Alguém já viu Pelé passar por fase ruim? A verdade é que, por mais que muitos torcedores acreditem que temos um bom elenco (alguns chegaram até a falar em "melhor do Brasil"), o Vasco tem um time mediano para fraco. Enquanto os esquemas do Roth davam certo, fomos bem. Com os adversários conhecendo nosso jogo - e com esses atacantes que temos - vemos que a realidade é mais dura que imaginávamos.

    A Libertadores praticamente já era. O apoio da torcida, que já estava minguando, acabou de vez. Se o Celso Roth tem clima pra continuar? Essa é uma incógnita que a diretoria deve responder, esperamos que com ação e não falatório, nos próximos dias.

  10. 03/10/2007

    Vida ou morte


    O jogo de hoje contra o Juventude, que no gosto da torcida seria apenas uma obrigação antes dos três pontos virem para o Vasco, tomou contornos dramáticos. Uma vitória hoje não é apenas importante, é obrigatória.

    Falo isso não por menosprezar o Juventude. A questão é que perder pontos para o penúltimo colocado da tabela em pleno São Januário será o fim de qualquer possibilidade de recuperação, tanto no campeonato como com a confiança da torcida. O apoio da massa vascaína, que em São Januário é total, certamente vai se acabar mesmo em caso de empate.

    Celso Roth armou o Vascão com um 3-5-2 "falso", colocando o Amaral mais recuado e - para alegria da galera - com Andrade, Perdigão e Conca no meio. Vamos torcer que o "Perdiga", agora com o auxílio do gringo, tenha um rendimento melhor e que pinte uma ou outra falta pro Andrade encher o pé. No ataque, a maior dúvida: sem Leandro Amaral, o que podemos esperar de Enílton e Abuda? Se o primeiro colocou o pé na forma e se o Abuda (que até agora não justificou sua contratação) repetir as atuações dos últimos treinos, PODE SER que dê certo. Vamos torcer.

    Então é isso: jogo de vida ou morte para as pretensões do Vasco nesse campeonato. E, pelo visto, para a paciência da torcida também.

Julio Cesar, fluminense (NÃO O TIME!!), é há 7 anos publicitário por formação e há 32 vascaíno por convicção. Torcedor de arquibancadas - amarelas da UERJ no Maracanã e em São Januário - , quando não está preocupado com os rumos do seu Vasco da Gama, ocupa seu tempo trabalhando na Effort Comunicação.

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