21/10/2007
Não dá mais para esperar...
Serei sucinto: o jogo foi horrendo, o Galo é um time muito fraco, tanto que conseguiu ser menos efetivo que o Vasco até o Eduardo ter sido expulso Injustamente. Mas a culpa da derrota não é do juiz, nem mesmo do Eduardo. O coitado não tem culpa de errar tudo o que tenta, não acertar um passe e ser driblado por qualquer jogador que tente passar por ele. A culpa é de quem o coloca pra jogar.
Fomos novamente prejudicados pela arbitragem? Fomos. O time como um todo jogou mal? Jogou. Perdigão continua dormindo, Vilson entrou tremendo e pedindo pra ser expulso desde os primeiro minutos da partida, Enílton corre mas não tem efetividade nenhuma e até Leandro Amaral parece contaminado pela falta de qualidade do time. Mas mesmo com isso tudo, mesmo com a escalação do Eduardo (desisti de tentar entender o que esse sujeito é), Roth ainda fez outras besteiras. Colocar o Guilherme - que não entrou bem, que isolou uma bola em que poderia fazer um gol, se ele tivesse a capacidade de acertar um chute no alvo - era o certo, mas porque no lugar do Conca? E depois Roth tira o Enílton para colocar o Rafael. Seria uma substituição aceitável, isso se ele logo depois não tirasse o Perdigão para colocar o Gasparzinho. Porque ele simplesmente não tirou o Perdigão e colocou o Guilherme? Se era para depois recompor o meio e o ataque, não era melhor dar mais chances ao Enilton e ao Conca, que são melhores que Kardec e Rafael?
Apatia, elenco fraco e equívocos seguidos do treinador. Não há time que possa vencer assim. O lance do gol foi um belo retrato do Vasco hoje: mesmo tendo dois zagueiros e um volante com mais de 1,80 de altura, um jogador do Atlético cabeceou sozinho para o gol. E mesmo com Sílvio Luiz (que foi bem hoje) tendo defendido DUAS VEZES a bola, não apareceu um desgraçado dum pé vascaíno para isolar a bola. Hoje, só deu pra livrar a cara do Andrade, do Sílvio Luiz e com algumas ressalvas o Leandro Amaral e o Wagner Diniz. O resto nem comentários merecem.
Mas voltemos ao rapaz que jogou na lateral esquerda: se ele entra em campo por imposição da diretoria, ainda assim a culpa é do Celso Roth. Se o Eduardo é escalado pelos dirigentes, ele aceita um tipo de ingerência que é indigna para qualquer profissional. Só há uma atitude a ser tomada se seu trabalho é prejudicado dessa forma: pedir demissão. Mas Roth já deixou bem claro que não vai largar o osso. É um empreguinho bom, ele não liga pras críticas da torcida (aliás, a única que critica abertamente o técnico. Mesmo a imprensa evita falar mal de Roth) e tem a "confiança" do clube. Por que largar um ótimo salário e um bom cargo num dos maiores clubes do Brasil? Só se Roth fosse louco.
Ou se tivesse um pingo de hombridade. Se ele não vê seu trabalho dar resultado, se seus comandados não obedecem suas ordens e se o elenco é fraco, o correto a se fazer é pedir demissão, para que o time não seja mais prejudicado. Mas a derrotas se seguem e Roth não dá a menor pinta de quem pretende sair. E porque a diretoria demitiria ele, se ele é um funcionário obediente? Faz tempo - desde o final do 1º turno - que nada que o Roth tenta dá certo. Trabalho a longo prazo é bom, trocar o técnico agora pode ser perigoso, mas esperar que o time se ajeite com o Roth, com a zona de rebaixamento se aproximando célere, não dá. No começo do campeonato, surpreendemos com o trabalho do Roth, mas o ciclo dele já chegou ao fim no Vasco. Uma mudança, para dar uma chacoalhada no time, parece ser a solução agora.
Quarta tem o América do México pela Sul-Americana, em São Januário. O último jogo que pode nos render alguma coisa no ano e, infelizmente, o time não vai contar com a torcida. Nem dá pra falar mal dos vascaínos se isso acontecer.
16/10/2007
Espaço livre
Como toda terça, um espaço pra torcida expressar o que quiser aqui no Blog da Fuzarca. Mas hoje tenho algo a comentar, que pode ou não dirigir os comentários: como confiar totalmente numa pesquisa que tem 95% de acerto? E que, além de entrevistar 32% de pessoas que não gostam de futebol, pode ter uma margem de erro de 3% pra cima ou para baixo? Levando isso em consideração, o primeiro lugar na pesquisa pode ser o segundo e quem tem 5% pode ter 8%. Porque não levaram em consideração apenas quem é fã de futebol?
Alguém ainda confia em institutos de pesquisa nesse país?