30/10/2007
Antes do tema livre...
...uma palavrinha desse que vos escreve. Um comentarista ontem reclamou que no post de ontem eu apenas falei mal do time. Não concordo, mas admito que no final das contas, acabei comentando mais sobre os erros do time - pelo menos os que ficaram evidentes pelos melhores momentos do jogo já que, como eu disse ontem, não pude ver o jogo na íntegra - que sobre seus acertos. Isso se deve aos problemas que tive ontem e a pressa com que escrevi sobre a partida contra o Palmeiras.
Mas não só a isso: o que o Vasco teve de melhor no domingo é o que já estamos acostumados. Conca e Leandro Amaral são os destaques do time quase sempre e é meio redundante falar sobre isso (apesar de os dois terem feito belos gols na partida). Essa é a razão por eu ter falado dos gols que eles perderam - algo anormal para a categoria de ambos - e não ter comentados sobre suas boas atuações. E depois dos comentários, percebo que a torcida gostou da participação do Tiaguinho. Foi surpresa pra mim, primeiro porque quando o jogador foi anunciado, houve uma chiadeira geral da parte dos comentaristas. A maioria dos comentaristas reclamou da sua escalação. E eu não poderia falar sobre sua participação no jogo porque não a vi. Como todo mundo sabe, não se colocam lances de desarme nos melhores momentos...
Mas falo tudo isso antes porque, pela primeira vez desde o começo do campeonato, me senti ofendido por um comentário. Me comparar com o Sérgio Noronha é uma sacanagem das brabas!!! Além de eu sempre reclamar dos comentários tendenciosos do Noronha, falar que eu não elogio o time é uma injustiça tremenda. Basta olhar alguns posts antigos quando eu tentava convencer a galera que dava pra ter fé no time, mesmo nos piores momentos que passamos no Brasileiro e na Sul-Americana, quando muita gente descreditava completamente da capacidade do Vasco. Isso é justamente o oposto do que faz o comentarista da TV: mesmo quando jogamos bem, ele fala mal. É por essa razão que eu repito: Me comparar com o Noronha é sacanagem!!!
Aqui no Blog da Fuzarca sempre haverão elogios ao que merece ser elogiado no time. Mas uma coisa é certa: nunca deixarei de criticar o que acho que está mal no Vasco.
Depois desse desabafo (mais na galhofa que sério), vamos ao tema livre. O Gustavo deixou uma frase interessante nos comentários do último post: "Se com Romário e Espinosa o time voltou a apresentar um futebol convincente, como seria se tivessemos um técnico de prestigio?".
Isso me fez pensar no seguinte: "prestígio" é sinônimo de qualidade e eficiência? Um técnico que tem no currículo uma Libertadores e um Mundial não o tem? E um técnico desconhecido que pega um time às portas do rebaixamento e o coloca como candidato à Sul-Americana é desprestigiado? Um exemplo: vocês gostariam do mundialmente prestigiado Carlos Alberto Parreira no Vasco? Ou prefeririam ver um novo talento como o Roberto Fernandes (do Náutico), que ainda está buscando seu mercado e o conseqüente "prestígio" de que falam?
O que é o prestígio afinal? Ele é tão importante assim?