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Vanderlei Luxemburgo

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  1. 07/11/2007

    Frase da semana...


    ...com grandes chances de ser a do mês! Valdir Espinosa não entende porque as vaias para Rubens Jr. no jogo contra o Inter.

    "Todo mundo foi mal no primeiro tempo, mas somente o Rubens Júnior foi vaiado. Aliás, ele é vaiado antes de o jogo começar. Mas não acho que tenha atuado tão mal."

    Espinosa acha que a torcida está perseguindo o Rubens Jr. Só falo um coisa pro nosso treinador: não ache. Tenha CERTEZA!

    O Espinosa não deve ter visto muitos jogos do Vasco antes de assumir o time. Só assim pra não entender a implicância da torcida com o bizarro lateral esquerdo, concordam?


    Perseguição? Ele - aliás, os dois na foto - merecem...

  2. 06/11/2007

    Como todos já sabem...


    ...hoje é dia de "tema livre", o espaço das terças no Blog da Fuzarca pra galera meter a boca no trombone.

    Mas como sempre, tenho um tema pra sugerir. Depois do post com tom de desabafo de ontem, os comentaristas se dividiram basicamente em dois tipos: os que concordam que o elenco é, salvo raríssmas excessões, muito limitado e os outros que consideram o time bom diante do atual cenário do futebol brasileiro.

    Duas questões para refletirmos, então.

    1) As duas correntes são conflitantes? Ou seja, o fato do time ser bom dentro do cenário nacional impede que ele seja um time fraco na realidade?

    2) O time, MESMO COMPARADO à média do futebol brasileiro é realmente bom? Vocês acham que o elenco que temos pode ser comparado aos elencos de São Paulo, Santos, Cruzeiro, Palmeiras, Inter, Grêmio e outros tantos que estão à nossa frente na tabela?

  3. 05/11/2007

    Irritante


    Se por aqui procuro sempre manter o otimismo e tenho por política incentivar os leitores a apoiar o Vasco mesmo nos piores momentos, como torcedor - seja no estádio, vendo na TV ou ouvindo pelo rádio - sou muito menos tolerante. Não são raras as vezes em que fico rouco de tanto xingar uns e outros (às mães desses, peço desculpas pelas possíveis orelhas ardentes) e em que quase passo mal de raiva. Por mais que eu tente ser otimista hoje, não vou conseguir. Não depois da derrota de ontem para o Inter.

    A apresentação do time ontem foi, para pegar leve, irritante. Mesmo com a interpretação pra lá de discutível do pênalti que marcaram (o que diabos o juiz queria que o Julio Santos fizesse com o braço depois de dar um carrinho?), o 1 x 2 foi um resultado injusto. Certo seria se tomássemos uma goleada histórica.

    Antes que alguns leitores reclamem que não falo dos pontos positivos do time, vamos a eles: Conca e Leandro Amaral, sempre eles, jogaram bem (apesar o Leandro ter perdido um golzinho no segundo tempo), Leandro Bonfim fez um gol e Cassio fez algumas defesas complicadas. Pronto. Acabou.

    De resto, vimos um time bem próximo do melhor que podemos ter - tirando o inexplicável Rubens Jr. - levando um vareio do time do Inter e principalmente do Fernandão e do Nilmar. Esse último, voltando de contusão depois de dois séculos de inatividade. Imagino o que teria acontecido se o garoto do Inter estivesse jogando há umas 4 rodadas.

    Se o jogo de ontem não foi uma prova cabal da fragilidade do nosso elenco para quem ainda acha que apenas o São Paulo tem um melhor grupo de atletas, nada mais vai fazê-los mudar de idéia. A síntese do que podemos esperar desse time foi a atuação do Jorge Luiz, o "melhor" dos nossos zagueiros. Poucas vezes eu vi tantos erros de um único jogador em uma única partida. E nem dá pra culpar o técnico dessa vez. Ou dá?

    O rebaixamento é uma possibilidade remota, mas a vaga na Sul Americana corre sério risco se o Vasco continuar a jogar assim. Pelo visto, o que nos resta é esperar que em 2008 tenhamos melhores jogadores, comissão técnica e, principalmente, dirigentes. Assim não vamos ter que depender de uma melhor sorte.

  4. 03/11/2007

    O Jogo e a despedida...


    Espinosa já definiu a escalação para o jogo contra o Inter, amanhã. A possibilidade do Vasco entrar com o mesmo elenco que jogou contra o Goiás na última quarta é grande, já que a única dúvida do técnico é na lateral esquerda (fica Rubens Jr. ou entra o Guilherme?)....

    Não dá pra negar que isso é uma decepção. O próprio Espinosa disse que a ordem é pressionar o Colorado em nosso caldeirão. Então, mesmo que o Rubens Jr. não tivesse feito uma partida terrível em Goiânia, o ideal seria começar a partida com o Guilherme, que mesmo não apresentando um bom futebol ultimamente, é melhor técnica e ofensivamente que o atual titular da posição. A permanência do Tiaguinho como volante também desaponta. Ele também foi mal na partida e me parece que Andrade seria mais útil na posição. Do jeito que o "craque do Boa Vista" bate, colocá-lo como titular é queimar uma substituição já de início, uma vez que é certo o garoto tomar um amarelo.

    Enquanto isso, segue a novela saobre a permanência do Leandro Amaral no Vascão em 2008. As matérias mais e menos otimistas que li hoje são muito parecidas: o futuro do Leandro no time é incerto.

    E, vamos ser justos? Não há gratidão que dure por tanto tempo. Não que Leandro Amaral não deva ser agradecido ao Vasco por tê-lo feito reencontrar seu melhor futebol. Mas permanecer em um clube ganhando possivelmente menos do que poderia e sem ter ao seu lado uma equipe competitiva, que tenha condições de brigar por títulos, é complicado.

    Duas frases ditas pelo Leandro nas matérias que citei acima deixam bem clara a situação:

    "Estou focado no fim do campeonato e vou decidir se fico com calma nas férias" - ou seja, ele está MESMO avaliando as propostas dos outros clubes. E não podemos negar que isso é mais que justo.

    "Com certeza, a montagem de um time forte vai contar muito para que eu permaneça" - em outras palavras, está na mão da diretoria a permanência de Leandro Amaral no Vasco. E quem confia que essa diretoria fará um trabalho decente dessa vez?

    É triste galera, mas acho que nosso maior ídolo da atualidade está mais fora que dentro de São Januário....

  5. 01/11/2007

    Apareceu o time da virada...


    Como diz o nome do post logo abaixo, o Goiás X Vasco foi dramático, mas eu não esperava que fosse tanto. Não jogamos bem, tomamos um sufoco no final, mas o que importa é que conseguimos vencer por 2 x 3 nosso anfitrião e continuamos na zona da Sul-Americana. Vitótria suada e, por isso mesmo, importante. E triplamente: pelo esforço, por ser fora de casa - depois de mais de 20 rodadas - e por ter sido de virada.

    O jogo começou como a torcida detesta. Um Vasco lento, errando passes e com rombos na defesa. E não demorou muito para que o Goiás se aproveitasse da nossa apatia para abrir o placar, depois de uma saída estabanada do Cássio. Levar um gol logo no começo era tudo o que não precisávamos. Por alguns minutos continuamos desorganizados, aguentando a pressão do Goiás na base dos chutões. Mas não demorou para o Vasco perceber que o Goiás não era esse bicho de sete cabeças e aos poucos começou a equilibrar o jogo. Primeiro nos contra-ataques e depois, melhorando um pouco os passes. E foi assim, aos poucos que conseguimos empatar e virar em 10 minutos: o primeiro veio com Alan Kardec cabeceando sozinho na área depois de uma bola centrada pelo Conca e depois com Leandro Amaral, que recebeu a excelente enfiada de bola do Wagner Diniz e tirando do goleiro com um lindo toque.

    A virada trouxe um alívio para a torcida e a entrada do Andrade no lugar do Tiaguinho (batendo muito e já com um amarelo nas costas) reforçou na torcida a esperança de um bom resultado. Porém o Vasco comçou a 2ª etapa como a 1ª, muito lento e se deixando pressionar pelo Goiás. Mas a reação veio rápida dessa vez e em pouco tempo o Vasco começou a jogar melhor, esperando os avanços do adversário e jogando no contra-ataque. Com isso criamos inúmeras chances de gol, com Conca, Alan Kardec, Leandro Bomfim e Wagner Diniz. E foi numa jogada iniciada depois de um ataque do Goiás que ampliamos. Luizão deu um pique da zaga até o meio de campo, passou pro Leandro Amaral e ele tocou para Alan Kardec sozinho completar pro fundo da rede. Com dois gols de diferença no placar, o alívio foi geral.

    Mas foi aí que o drama tomou conta da partida. Em posição desesperadora na tabela, o Goiás partiu pra cima com tudo e começou a pressionar. Para tornar o jogo mais tenso, o Vasco recuou demais depois de abrir vantagem, como de costume. E a recuada contou ainda com o apoio do Espinosa, que trocou o Leandro Bonfim pelo Perdigão. Nesse momento, já nem contra-ataque tinhámos, ficamos apenas espanando os ataques esmeraldinos com bicões para frente. Em pouco tempo pagamos o preço por essa atitude, sofrendo o segundo gol dos donos da casa. Daí em diante tivemos que segurar o empate na raça, já que a pouca técnica que vínhamos mostrando já não estava em campo. De chutão em chutão, conseguimos segurar a vitória e trazer os 3 pontos para a Colina.

    Poder gritar novamente "o Vasco é o time da virada" com propriedade vai dar uma moral para o time nessa reta final do Brasileirão. E mesmo mostrando alguma evolução desde a saída do ex-técnico, parece que vamos depender mesmo de moral e muita raça. O time que temos é esse aí, não muito técnico, com raros momentos de brilho, mas que pelo menos voltou a mostrar disposição. Se continuarmos assim, certamente teremos um fim de temporada, senão digno da história de glórias do Vasco, pelo menos sem maiores preocupações.



    Querendo mostrar serviço, o Cássio até que fez algumas boas defesas e certamente foi um dos responsáveis pela vitória. Mas ele ainda não me convenceu. O Goiás teve mais de uma dúzia de escanteios e ele não saiu em nenhum dos cruzamentos. Ele foi bem nas saídas pelo chão - exceto, claro, no lance do primeiro gol que levamos - mas pelo alto ainda não dá pra confiar nele.



    O Rubens Jr jogou, né? Eu sei porque o vi tomar um drible desqualificante no lance do segundo gol do Goiás. Fora isso, o de sempre: fraca na marcação, nulo no ataque e sem pique nenhum pra correr. Tá certo que hoje ele praticamente se ateve à defesa, mas de que adianta? Na outra lateral, Wagner Diniz não foi tão participativo como em outros jogos. Mesmo assim colocou uma bola na trave e deu um passe perfeito para o gol de Leandro Amaral.

    É querer demais ter um cara regular como o Diniz na outra lateral? Com Guilherme não rendendo o que parece poder, a nulidade chamada Rubens Jr e o Eduardo (alguém já descobriu o que é o Eduardo?), a lateral esquerda já se mostra o setor mais complicado pro time, mais até que o ataque.



    A zaga deixou uns espaços inaceitáveis e teve que se segurar no chutão boa parte do jogo. Mesmo assim, um zagueiro foi um dos destaques do jogo, não por ter tido uma atuação excelente, mas por ter tomado parte de dois lances capitais na partida. Luizão iniciou a jogada do terceiro gol e nos salvou do empate tirando uma bola em cima da linha. Por esses lances, o cara merece nota 10...



    É inegável que a meiuca melhorou com a entrada do Leandro Bonfim. Mesmo errando mais passes do que deveria e prendendo a bola demais em alguns lanes, Bonfim parece se firmar mesmo nessa reta final de ano. Ao menos ele divide um pouco a marcação com o Conca, que hoje teve uma atuação discreta mas eficiente. O Tiaguinho, que conquistou vários fãs depois da sua atuação contra o Porco, foi decepcionante. Bateu o quanto pôde, levou um amarelo com menos de 15 minutos de jogo e foi muito bem sacado no intervalo. Andrade, que bateu duas faltas sem sucesso, não apareceu muito no jogo, já que ficou limitado apenas à marcação. Perdigão também teve uma atuação apagada. Substituiu um aparentemente cansado Leandro Bonfim muito mais para ajudar na marcação que outra coisa. Pelo menos não teve uma participação tão ruim como vinha apresentando ultimamente.

    E eu não poderia esquecer do Amaral. Enquanto o Vasco precisava virar o resultado, ele jogou como um típico volante e até arriscou umas subidas, com a eficiência de sempre. Ou seja, ZERO. Nosso dileto acéfalo-de-área só fez algo que preste justamente quando praticamente deixou o meio-de-campo e começou a jogar como um terceiro zagueiro. Mas mesmo assim, foi responsável por uns belos sustos na torcida. Como nesse momento do time o Amaral parece ser um mal necessário, eu já acho que ele jogou muito quando não é expulso ou não comete um pênalti.



    Hoje não há discussão sobre qual setor foi o mais eficiente. Em dia de dois gols do Alan "Gasparzinho" Kardec, não há como o ataque não ser o destaque do jogo. Lenadro Amaral deixou o dele e jogou com a disposição de sempre. E mais inesperado que o Kardec ter marcado duas vezes é o fato dele ter feito um com os pés (!!!). Tá certo que a bola açucarada do Leandro Amaral para ele no segundo gol era imperdível, mas em se tratando dos parceiros do nosso artilheiro, todos sabemos que não existe gol imperdível para eles. Além dos gols, nosso atacante espírita até tentou mostrar mais desenvoltura com a bola no pé. Ele não teve muito sucesso nessa empreitada (principalmente nas tabelas e como pivô), mas a tentativa foi válida. Dentre nossas opções no ataque, Kardec lentamente se firma como, se é que o termo se aplica, a melhor.


    Foi suada, mas a 3ª vitória fora veio em boa hora...

  6. 31/10/2007

    Jogo dramático


    Nem o mais pessimista dos vascaínos imaginaria que nessa altura do campeonato, um jogo com o Goiás teria contornos dramáticos. Mesmo com a visível melhora do time - melhora de desempenho, por enquanto, não de resultados - uma derrota hoje no Serra Dourada será terrível.

    Mas diante do que o time apresentou nas últimas partidas, e comparando com os últimos jogos com o ex-treinador, podemos ter alguma esperança. Tá certo que mesmo quando íamos bem no campeonato, as vitórias fora de casa foram raras. Mas a situação mais complicada na tabela do nosso adversário pode nos ajudar, basta que joguemos com alguma inteligência.

    Agora, é difícil ver algo de inteligente na volta do Rubens Jr. Claro que a intenção evidente é que Rubens joga mais recuado que o Guilherme. O pensamento é correto, já que Paulo Baier joga. O problema é que ter um estilo mais defensivo não garante que Rubens Jr. seja eficiente na marcação. Aliás, em que ele tem sido bom ultimamente? Ninguém se esqueceu do último jogo em que teve que marcar um lateral adversário que ataca muito: perdemos por causa do pênalti infantil cometido por ele.

    Mas mesmo com as incertezas na lateral esquerda, ainda temos o que comemorar. Parece que o 4-4-2 veio mesmo para ficar, a meiuca vem se firmando com o Lenadro Bonfim e o Tiaginho (que já parece ter uma legião de fãs) e, pelo menos no discurso, Espinosa promete um time pra frente, coisa que o Vasco não faz há um bom tempo como visitante.

    Hoje, todos diante da TV para torcer pelo Vascão. E controle remoto na mão, pra tirar o volume na hora que o Sérgio Noronha fizer seus brilhantes comentários.



    Por mais que tenha seus defeitos, não consigo ver motivos para o Espinosa barrar, até do banco, o Silvio Luiz. Na minha modesta e leiga opinião de torcedor, Silvio não devia nem ter deixado de ser titular.




    O concurso Musas do Brasileirão ainda não acabou e a nossa musa, Priscila, conta com o apoio da galera. Vamos votar!

  7. 30/10/2007

    Antes do tema livre...


    ...uma palavrinha desse que vos escreve. Um comentarista ontem reclamou que no post de ontem eu apenas falei mal do time. Não concordo, mas admito que no final das contas, acabei comentando mais sobre os erros do time - pelo menos os que ficaram evidentes pelos melhores momentos do jogo já que, como eu disse ontem, não pude ver o jogo na íntegra - que sobre seus acertos. Isso se deve aos problemas que tive ontem e a pressa com que escrevi sobre a partida contra o Palmeiras.

    Mas não só a isso: o que o Vasco teve de melhor no domingo é o que já estamos acostumados. Conca e Leandro Amaral são os destaques do time quase sempre e é meio redundante falar sobre isso (apesar de os dois terem feito belos gols na partida). Essa é a razão por eu ter falado dos gols que eles perderam - algo anormal para a categoria de ambos - e não ter comentados sobre suas boas atuações. E depois dos comentários, percebo que a torcida gostou da participação do Tiaguinho. Foi surpresa pra mim, primeiro porque quando o jogador foi anunciado, houve uma chiadeira geral da parte dos comentaristas. A maioria dos comentaristas reclamou da sua escalação. E eu não poderia falar sobre sua participação no jogo porque não a vi. Como todo mundo sabe, não se colocam lances de desarme nos melhores momentos...

    Mas falo tudo isso antes porque, pela primeira vez desde o começo do campeonato, me senti ofendido por um comentário. Me comparar com o Sérgio Noronha é uma sacanagem das brabas!!! Além de eu sempre reclamar dos comentários tendenciosos do Noronha, falar que eu não elogio o time é uma injustiça tremenda. Basta olhar alguns posts antigos quando eu tentava convencer a galera que dava pra ter fé no time, mesmo nos piores momentos que passamos no Brasileiro e na Sul-Americana, quando muita gente descreditava completamente da capacidade do Vasco. Isso é justamente o oposto do que faz o comentarista da TV: mesmo quando jogamos bem, ele fala mal. É por essa razão que eu repito: Me comparar com o Noronha é sacanagem!!!

    Aqui no Blog da Fuzarca sempre haverão elogios ao que merece ser elogiado no time. Mas uma coisa é certa: nunca deixarei de criticar o que acho que está mal no Vasco.



    Depois desse desabafo (mais na galhofa que sério), vamos ao tema livre. O Gustavo deixou uma frase interessante nos comentários do último post: "Se com Romário e Espinosa o time voltou a apresentar um futebol convincente, como seria se tivessemos um técnico de prestigio?".

    Isso me fez pensar no seguinte: "prestígio" é sinônimo de qualidade e eficiência? Um técnico que tem no currículo uma Libertadores e um Mundial não o tem? E um técnico desconhecido que pega um time às portas do rebaixamento e o coloca como candidato à Sul-Americana é desprestigiado? Um exemplo: vocês gostariam do mundialmente prestigiado Carlos Alberto Parreira no Vasco? Ou prefeririam ver um novo talento como o Roberto Fernandes (do Náutico), que ainda está buscando seu mercado e o conseqüente "prestígio" de que falam?

    O que é o prestígio afinal? Ele é tão importante assim?

  8. 29/10/2007

    Desculpem a minha falha...


    Pode ser algo que os amigos leitores nunca tenham atinado, mas o blogueiro aqui também tem uma vida pessoal. Falo isso para já ir me desculpando pela demora em escrever algo sobre o empate do Vasco com o Porco no domingo.

    Não estava no Rio nesse fim de semana e isso, além de me impedir de ir ao estádio, me complicou a vida até para ver a partida pela TV (onde eu estava foi transmitido Sport X SP). Por isso meus comentários de hoje vão ser curtos e baseados nos jornais e sites que li hoje e nos melhores momentos selecionados pelo Globoesporte.com.



    A defesa novamente mostrou sua insegurança, pelo menos nos lances dos gols do Palmeiras. No primeiro, o cara nem precisou pular para marcar de cabeça, mesmo estando marcado pelo Luizão. No segundo, haviam três sujeitos marcando um palmeirense enquanto o Valdívia estava livre no meio da área. Quando o chileno recebeu, foi moleza dar uma bola açucarada pro Rodrigão fuzilar o gol vascaíno.

    Foram dois erros primários, um individual e outro coletivo. Levando-se em consideração que por quase todo o campeonato o time teve a defesa como setor mais privilegiado pelo ex-técnicos em seus treinos, essas falhas são indesculpáveis.



    Mas Luizão não foi o único a falhar no primeiro gol do Palmeiras. Em um escanteio, uma bola centrada na pequena área e a média altura e o que faz o Cássio? Fica parado em cima da linha do gol, praticamente! Já tinha falado minha opinião sobre gols assim: parte da culpa é sempre do goleiro que não sai na bola. Não que o Sílvio Luiz não levasse o gol (já que suas saídas são seu ponto fraco), mas qual é a vantagem de trocar de goleiro se o substituto tem as mesmas deficiências?



    Novamente dominamos uma partida e não conseguimos o resultado que nos interessava. Ontem ainda perdemos, no barato, três gols feitos: Conca isolando uma bola em que teve tempo até de ajeitá-la na grande área, Leandro Amaral concluindo mal um lance na pequena área com o Diego Cavalieri já vendido e a cabeçada do Baixola no fim, com uma defesa incrível do goleiro palmeirense. Azar, falta de pontaria ou goleiros realizando milagres. Pode-se falar tudo isso sobre os gols perdidos, mas isso não muda o fato de que os gols não estão sendo feitos. Não adianta jogar bem, dominar e não levar os três pontos. Não dá mais para perder pontos dessa forma.



    Espinosa quis dar uma de inventor com o Tiaguinho (que pelo menos deu o passe para o Leandro Amaral marcar o dele) mas pelo que vi nos comentários da galera, a atuação do garoto não justifica a barração do Andrade. Se era pra tirar o Perdigão - e eu até acho que ele está mesmo precisando esquentar um banco - que colocasse o seu reserva natural. Será que todo técnico tem problemas com o Andrade?



    E para começar bem no cargo, Espinosa acabou colocando o Romário em campo. O triste é que, mesmo com aquela sua "movimentação" de sempre, o Baixinho conseguiu, em apenas um lance, ser mais perigoso que o atacante espírita durante todo o jogo.

    Que fique claro: isso NÃO É mérito para o Romário, que já não precisa provar nada pra ninguém. Mas é um baita demérito para o elenco, que não tem entre suas opções, ninguém mais eficiente que um jogador com 41 anos de idade.

  9. 26/10/2007

    É por apenas 6 jogos


    Pela reação dos comentaristas aqui no Blog da Fuzarca, Valdir Espinosa, o novo técnico do Vascão, não foi uma contratação que tenha agradado. Para mim, dentre as sombrias opções que foram ventiladas (o sempre cotado Antônio Lopes, o desencavado Sebastião Lazaroni e o "Deus-nos-livre" PC Gusmão) acho que Espinosa foi uma solução melhor, até por já conhecer o elenco da época em que auxiliou o Renato. É preciso entender que ele vem para fechar o Brasileiro e nos garantir na Sul-Americana. A permanência dele em 2008 é outra história.

    Mas de qualquer forma, é estranha a reclamação da galera, por alguns motivos:

    Reclamação 1: Sempre os mesmos nomes!

    Essa não tem o menor sentido! Como a mesma galera que pede Antônio Lopes de volta pode usar esse argumento? Lopes, Lazaroni, PC Gusmão...esses todos já foram técnicos do Vasco (o Lopes, aliás, faz o rodízio. Toda vez que sai um treinador o cara entra! Já deve ter dirigido o Vasco umas 300 vezes!) e o Espinosa nunca foi.

    Reclamação 2: Fãs do Renato Gaúcho

    As viúvas do Renato não podem mesmo reclamar: além do Espinosa já ter trabalhado no Vasco como auxiliar do Renato Gaúcho, o churrasqueiro é aluno fiel do Espinosa. Até por se conhecerem há muito tempo - Espinosa deve ter sido o técnico que mais vezes teve Renato como comandado - o estilo dos dois é muito parecido.

    Reclamação 3: Sem retranca!

    A preocupação pra mim deve ser o contrário! Um dos defeitos do Espinosa é se preocupar menos do que deveria com o setor defensivo dos seus times. Ele arma times muito mais ofensivos que o Lopes e o PC, pra citar dois técnicos que poderiam ter vindo.

    Reclamação 4: Que títulos tem esse cara!?!?!

    Essa reclamação, recorrente na época do Celso Roth, nem precisa ser rebatida, né? Libertadores e Mundial contam alguma coisa...

    Ou seja: pra dirigir seis jogos, até que foi uma escolha razoável. Não acho que precisamos de desespero, temos alguns jogos fáceis pela frente e já deu pra perceber que uma coisa que o Espinosa não quer é arrumar problemas. Deve manter um esquema parecido com o do Romário (a 2ª autoridade no clube) e manter o time pra frente, como é sua característica e como a torcida gosta. Cuca, Tite e outros nomes que agradem mais a torcida - não necessariamente melhores técnicos - poderão surgir em 2008. Vamos ver como o time se apresenta contra o Porco no domingo.

  10. 25/10/2007

    Ganhar, mas não levar...


    Várias coisas me incomodaram na insuficiente vitória por 1 x 0 em cima do América do México, algumas, mais que a própria eliminação da Copa Sul-Americana:

    1ª) Me lembrar que o Vasco estaria classificado se aquele juizinho safado tivesse marcado aquele penâlti claríssimo no Leandro Amaral no jogo de ida. Com um 1 x 2 no México, o resultado de ontem teria bastado (isso sem falar que se tivéssemos aberto o placar na primeira partida, talvez nem tivéssemos perdido).

    2º) Ver que fizemos ontem a melhor partida na Sul-Americana, jogando muito mais ontem que contra o Lanús e até que mesmo que contra o Furacão, e que mesmo assim não estamos na semifinal.

    3º) Imaginar que se o time tivesse jogado o segundo turno do Brasileiro com metade da vontade de ontem, certamente ainda estaríamos no G4.

    4º) Ver que Romário como técnico merece nota 10 no quesito motivação mas uma nota bem mais baixa no quesito escalação/substituição (o que pra mim era um dos piores defeitos do antigo treinador). Entrar com Rubens Jr. foi um erro, mas trocá-lo pelo Enílton foi burrice. E ainda acho que o Andrade, mesmo com o Perdigão jogando um pouco melhor que das últimas vezes, seria mais útil no time ontem. E, na boa? Um técnico inteligente não colocaria o Romário em campo ontem.

    5º) Mais uma vez massacramos o adversdário e acabamos parando pela atuação fora do comum de um goleiro. Por que será que esses caras resolvem fazer a partida da vida deles contra o Vasco?!?!?

    6º) Por último: é lindo ver que o time merece aplausos da torcida pelo que apresentou, mesmo depois de um resultado não favorável (como contra o São Paulo). Mas seria muito mais legal bater palmas quando o resultado é bom...

    A experiência de Romário como treinador até que foi melhor do que se esperava (apesar do 4º ítem aí de cima) e serviu para mostrar que o faltava principalmente - pelo menos em alguns jogos desse returno do Brasileiro - era a vontade de vencer. Roth foi embora e agora não há mais desculpas para não mantermos o nível de ontem. A doação que os jogadores tiveram em campo ontem é o que a torcida quer ver. Claro que as características do jogo e a necessidade de um placar de 2 x 0 têm sua influência no desempenho de ontem. Mas no Brasileiro a pegada tem que ser a mesma. Ainda faltam algumas rodadas e o Vasco TEM que sair da posição que se encontra na tabela. A reação tem que começar no Domingo.



    Cássio e a zaga não tiveram muto trabalho ontem, tamanho foi o predomínio do Vasco na partida. Mas na minha opinião, o Luizão já mostrou que tem vaga no time. Seja no lugar do Julio Santos (no 3-5-2), seja no do Vílson (num 4-4-2, que se tivermos sorte, será mantido pelo novo treinador que virá). Mas o que não pode acontecer de novo é ele perder um gol sem goleiro como ele perdeu no 1º tempo.



    Jogar um pouco mais recuado parece ter feito bem ao Perdigão. Ele foi um pouco melhor do que vem atuando ultimamente, apesar de ainda errar muitos passes e da sua lentidão em alguns lances. Mesmo assim, ainda acho que o Andrade seria mais interessante que ele (volto a afirmar que não teria tirado o Amaral do time ontem. Achei que ele foi bem jogando mais recuado). Já o Leandro Bonfim teve sua estréia de verdade ontem e não foi mal. Também errou passes demais, mas tem vontade. Deu pra perceber alguma inteligência em muitas da jogadas que ele tentou e que não deram certo por Com ritmo, talvez ele se firme no time. Quando Leandro saiu, Marcelinho imprimiu mais velocidade, mas apenas isso. E ontem era um jogo mais para inteligência que pra correria.



    O 4-4-2 foi bom para o Conca. Sem ser o único que pensa no meio-de-campo e tendo alguém pra dividir a marcação adversária com ele, o gringo rende muito mais. Uma obviedade que apenas Celso Roth não conseguia ver.



    A necessidade de vencer bem obrigou o Wagner Diniz a se lançar muito no ataque mesmo num esquema mais aberto que o usual. Ele foi bem no ataque e até recuou mais vezes do que no esquema com 5 no meio de campo. Será que ele vai conseguir manter o ritmo frenético de ontem no resto do Brasileiro? Seria bom. Agora, uma coisa é certa: ele bem que podia caprichar mais nos cruzamentos...



    Não fosse pela participação na jogada do primeiro gol, Rubens Jr. não precisaria nem ter entrado. O cara não sabe mesmo o que fazer com a bola, o que ficou mais evidente ainda no segundo tempo. No primeiro, ele ainda chegou algumas vezes no ataque, mas se for pra centrar tão mal, não adianta nada.



    Do Leandro Amaral nem precisamos falar. O cara é a referência do time e jogou bem, como faz normalmente. Só achei que recuou demais para buscar jogo algumas vezes, mesmo quando não era tão necessário. E ontem o Alan Kardec não ficou apenas de Gasparzinho, participou muito mais do jogo. Claro que só funcionou quando ele acertou as cabeçadas, mas que ele não tem habilidade com a bola no chão, não é surpresa. Mesmo assim, a saída do atacante espírita para entrada do treinador foi um erro. E isso fica claro quando lembramos que numa das poucas vezes que Romário encostou na bola, foi pra escorar uma bola de cabeça. E o Baixola mandou muito mal no lance.



    BondEnílton: jogou menos de 15 minutos e conseguiu ser o mais irritante do time, mais até que o Rubens Jr. Pelo que jogou ontem, pode ser o timoneiro da barca no final do campeonato.



    Se é pra pocurar uma boa notícia pra terminar, lá vai: ouvi dizer que o PC Gusmão está praticamente descartado. Já é alguma coisa....


    Não foi o bastante, mas o jogo nos deu novas esperanças..

Julio Cesar, fluminense (NÃO O TIME!!), é há 7 anos publicitário por formação e há 32 vascaíno por convicção. Torcedor de arquibancadas - amarelas da UERJ no Maracanã e em São Januário - , quando não está preocupado com os rumos do seu Vasco da Gama, ocupa seu tempo trabalhando na Effort Comunicação.

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