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Vanderlei Luxemburgo

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  1. 24/11/2007

    Rotina


    Parece uma rotina: pra cada notícia boa no Vascão, aparece uma ruim. Se por um lado podemos ficar felizes com a dispensa do Rubens Jr., devemos nos preocupar com o interesse do Kashima Antlers em Leandro Amalal. E a preocupação é justíssima, já que para renovar, Leandro exigiu a cláusula de liberação imediata em caso de proposta do exterior. Mesmo sendo do futebolzinho japonês, a proposta pode seduzir nosso atacante. Pra piorar, não vai rolar nem uma graninha pra Colina no negócio. Leandro iria embora "digrátis", sem render nada para contratação de um possível substituto.

    Mais um ponto pra nossa diretoria. Pena que é um ponto negativo.



    O post aí de baixo foi o de número 200 do Blog da Fuzarca. Gostaria de agradecer o apoio e a atenção dispensada pelos leitores nesses mais de 6 meses de blog.

  2. 23/11/2007

    Incógnita

    Pela reação dos comentaristas, a contratação do Calisto já é a primeira polêmica para 2008. Será ele apenas mais um veterano que chega para irritar a torcida ou será um bom e experiente reforço para lateral esquerda, posição pra lá de carente em 2007?

    Acho que qualquer prognóstico é prematuro. Acredito que muito pouca gente venha acompanhdo a carreira do jogador na longínqüa e gelada Rússia. E não estar num dos grandes centros do futebol europeu não quer dizer muita coisa (vide o caso do Aloísio do São Paulo - que estava no mesmo time do Calisto - e, pra pegar alguém mais próximo da gente, o Jean, hoje no Flu e que agradou quando jogou no Vasco).

    Ele nunca jogou em times grandes no Brasil? Além de ser uma inverdade - o Bahia está na terceirona hoje, mas não estava em 2002 quando ele passou por lá - é irrelevante. Todos sabem que os jogadores vão cada vez mais novos para o exterior, sem terem tempo de criar uma carreira sólida no Brasil. E outra: se começar em times pequenos fosse ruim, Ronaldo (São Cristóvão), Rivaldo (Mogi Mirim), Raí e Sócrates (Botafogo-RB), Tostão (América-MG), só pra citar alguns, não seriam ninguém no futebol. Inclusive, outro que não teria futuro é ídolo de muitos dos que usaram esse argumento contra o Calisto: Leandro Amaral começou na Portuguesa.

    A idade pode ser negativa? Sim e não. Falar que Calisto é velho para lateral com 31 anos é exagero. Jorginho e Branco foram campeões mundiais na Seleção com 30 e Cafú foi com 32. Tudo depende da condição física do jogador. E como saber do condicionamento físico dele sem vê-lo jogar? Fica complicado.

    No fim das contas, Calisto é uma incógnita. Se vai ser um bom reforço pro elenco ou se vai ser uma enorme dor de cabeça pra torcida, só o tempo, e suas atuações, dirão. Quem sabe não temos a mesma sorte que tivemos com Leandro Amaral?

  3. 21/11/2007

    Fim da novela


    É raro, mas de vez em quando as boas notícias aparecem: Leandro Amaral finalmente renovou com o Vasco por mais um ano. Agora, só uma boa proposta do exterior tira nosso melhor atacante (de certo modo, o único) do elenco.

    Agora só falta a diretoria dar uma moral para o Leandro e montar um time competitivo para 2008. Ele, e ainda mais a torcida do Vascão, estão merecendo um título já há algum tempo.

  4. 20/11/2007

    Tema livre de feriadão...


    ...com uma notícia não muito boa. Não que seja surpresa: não será apenas a questão financeira que fará Leandro Amaral permanecer no Vasco. E todos sabemos que, se na parte da grana já era complicado mantê-lo, não vai ser disputando apenas o Carioca e a Copa do Brasil (e talvez a Sul-Americana) que nosso clube seduzirá o jogador.

    Na boa? Difícil não dar razão para Leandro. Para um atleta considerado um dos melhores atacantes em atividade no país, ficar dois anos sem títulos é inadmissível. E as perspectivas do Vasco para 2008 não são muito promissoras (fora, claro, as promessas vindas das divisões de base).

    Mas então? Leandro Amaral tá certo ou tá errado? E outra: ele é MESMO tão indispensável assim?

  5. 19/11/2007

    Folga...


    O feriadão serviu para dar um descanso aos torcedores do Vasco e aos jornalistas. Poucas são as novidades sobre nosso time. Portanto, nada de muito interessante para comentar - o que não fará muita diferença, já que pra muita gente o feriadão continua e as visitas devem ser poucas.

    E se isso não é interessante, é ao menos inusitado: Espinosa pensa em escalar o Romário no meio de campo no jogo contra o Paraná. E nosso treinador resolve inventar - ou ameaça inventar - isso justamente numa partida em que poderá contar com o Conca (que cumpre suspensão contra o Corínthians), Morais e Leandro Bonfim.

    Como diz todo peladeiro com mais idade, "quem tem que correr é a bola, e não o jogador". O Baixinho vai ter que seguir essa máxima à risca. A segunda parte dela já é o que ele vem fazendo há algum tempo.



    Tirando os lamentáveis episódios entre nossa torcida e torcedores rivais, o basquete do Vascão tem sido motivo de orgulho, o que já é uma rotina quando se trata do esporte.



    Depois do apresentado ontem, eu me pergunto em que o Vágner Love é melhor que o Leandro Amaral....

  6. 14/11/2007

    Como diz o ditado...


    Tribunal de Justiça, terça-feira, 13:30




    Que a Justiça tarda, a gente já viu. Vamos ver se agora ela não falha...

  7. 13/11/2007

    Tema livre


    Apenas uma sugestão de tema é possível: hoje tem protesto contra a demora da marcação de um novo pleito presidencial no Vasco. Hoje faz um ano que as últimas eleições foram realizadas.

    O protesto começa às 12h30, em frente ao Tribunal de Justiça do Rio, na Avenida Presidente Antonio Carlos.

  8. 11/11/2007

    2 pontos jogados fora...


    Tem jogos em que o time do Vasco parece fazer questão de demonstrar ostensivamente suas limitações. E o empate com o Figueira em 3 x 3 foi um desses. De nada adiantou a boa participação do meio pra frente (com direito à atuação de gala do Conca) com a zaga fazendo uma das piores partidas no campeonato.

    O começo do jogo foi como adora o Sérgio Noronha: o Figueirense pressionando e o Vasco aceitando esse pressão. Mas depois de 5 minutos sem conseguir passar do meio de campo - coisa que o Noronha fez questão de falar prazeirosamente - equilibramos a partida e com 10 minutos já tínhamos criado mais chances de gol que nosso adversário, sendo uma das oportunidades desperdiçadas uma chance clara de gol perdida pelo Conca depois de jogada de Leandro Amaral.

    O time estava meio embolado no meio de campo, mas partia com velocidade no contra-ataque, levando mais perigo que o Figueira, que ainda tinha o predomínio do jogo. E foi aos 41 que abrimos o placar, num belo toque do nosso craque portenho, depois de Leandro Amaral, em impedimento e não participando da jogada, ter confundido a zaga catarinense.

    Na volta para a etapa final, não demoramos muito para ampliar, com um belo gol de Leandro Bonfim acertando um petardo indefensável. Com dois gols de prejuízo, o Figueirense fez duas substituições e partiram com tudo para cima. A partir desse momento, o time abdicou de jogar, se limitando a dar bicões pra frente pra ver algum contra-golpe funcionava. Um ainda funcionou, e Alan Kardec marcou depois de uma assistência perfeita de Conca, aos 15 minutos do 2º tempo.

    Com 3 x 0 no placar, o time pareceu estar certo da vitória. E esse foi nosso maior erro. Se deixando pressionar, desorganizado no meio campo e com a zaga falhando muito, o anfitrião começou sua reação. E não foram precisos nem 20 minutos pro Figueira chegar ao empate, primeiro numa cobrança de falta e depois com dois gols onde o ataque adversário contou com todo o apoio da ridícula zaga do Vasco hoje.No final os caras ainda acertaram uma bola no nosso travessão que, pelo que apresentou na meia hora final de jogo, impediu uma virada que seria até justa para o Figueirense.

    Deixamos de dar um salto na tabela e de nos livrar matematicamente do rebaixamento de forma canhestra. Algumas das falhas do time até acho que tem um pouco da mão do Espinosa, como a desorganização geral do time, mas no final das contas, foram as falhas individuais que nos fizeram perder uma importante vitória fora de casa. Temos exatas duas semanas até próximo jogo, contra um desesperado Corínthians e no Pacaembú. Cada um desses 14 dias será importante para esse time, que hoje foi um amontoado de jogadores mais ou menos durante grande parte da partida, se acerte e não volte de São Paulo com um pouco de desespero na bagagem.



    Os autores dos gols foram os destaques da partida. Mesmo não sendo brilhantes, Leandro Bonfim (cada vez mais seguro na posição) e Alan Kardec (que fez um belo gol e com os pés!) cumpriram seus papéis e ajudaram a construir um placar que se não foi o ideal, pelo menos não foi negativo. Mas o grande nome do Vasco foi mesmo o de Conca. Dribles desconcertantes, passes perfeitos e um gol que aliou categoria e inteligência. Dá até pena ver o gringo jogar isso tudo tendo como companhia uma zaga como essa. Pelo que ele jogou, o Vasco merecia golear.

    Dá até medo de lembrar que o Conca não vai jogar contra o Corínthians. Temos duas semanas pra deixar o Morais em forma novamente. Caso contrário, teremos mais um jogo terrível pela frente.



    Pode ser impressão minha e muita gente vai discordar, mas me parece que desde que a novela da renovação ganhou destaque, Leandro Amaral não é mais o mesmo. Não que tenha faltado algo da sua garra habitual, mas foi visível uma certa displicência em alguns passes e conclusões. Hoje foram dois gols que ele não costuma perder, um aos 6 do primeiro tempo e outro, mais claro ainda, aos 12 do segundo. Espero que problemas contratuais não estejam atrapalhando o futebol do nosso craque. O Vasco não pode se dar ao luxo de não contar com Leandro 100% em campo.



    O meio de campo mais ofensivo e com mais qualidade já mostrou que pode funcionar, como vimos nos contra-ataques que criamos. Isso é mérito do Espinosa, que viu o óbvio e colocou dois armadores em campo. Mas o time hoje estava meio bagunçado, parece que só funcionava quando partia em velocidade. O treinador não conseguiu resolver a embolação da meiuca quando tínhamos a bola dominada. E ele já teve tempo de sobra pra solucionar isso. Mas o pior do Espinosa pra mim é algo que nos preocupa desde os tempos do Roth: a escalação. Ele voltou com Tiaguinho, insiste com Rubens Jr. e nem levou Andrade para Santa Catarina. Não levou o Andrade, mas o Eduardo (o que é o Eduardo?!?!) estava lá. Não dá pra entender.



    Por falar nele, e o Rubens Jr? Eu queria que alguém me explicasse como um lateral que não sobe ao ataque (só lembro dele além do meio de campo uma vez) pode deixar seu lado do campo desprotegido? Várias jogadas do Figueira começaram pela nossa esquerda. Se Rubens Jr. não vai pra frente - ou se vai, não participa das jogadas - e não marca direito, o que o cara faz em campo?



    Nem sei o que falar da defesa. Os atacantes do Figueirense faziam o que queriam: quando não fintavam sem a menor dificuldade, recebiam as bolas da própria zaga, ou em furadas bizarras ou em bolas espanadas de forma displicente. Dessa vez, não tem nem discussão. Todo o trabalho do ataque foi prejudicado pela péssima apresentação do miolo de zaga, dos volantes (que não fizeram uma proteção eficiente) e dos laterais (Wagner Diniz sobe muito mesmo e o Rubens Jr...bem, o Rubens Jr. é o Rubens Jr., não precisa explicar)..



    Vão falar que o Cássio fez algumas defesas difícies e é até verdade. Mas pra mim o cara continua trazendo menos segurança que o Sílvio Luiz. Ele parece sofrer da "síndrome de Clemer": num mesmo jogo onde faz pencas de defesas difíceis acaba falhando bisonhamente e levando gols ridículos.

    Talvez nenhum dos gols levados tenham sido frangos, mas nada me tira da cabeça que aquele gol de falta, que entrou sem muita velocidade e a meia altura seria defensável se Cássio estivesse melhor colocado. E no quesito "catar borboletas" ele é ainda pior que Sílvio Luiz. Ele ameaça sair, não sai pronto, gol do adversário. A bola do gol de empate do Figueirense era dele. Isso, claro, se ele soubesse sair do gol nas bolas altas.



    Morais entrar em campo foi uma boa notícia, agora só falta ele voltar a jogar. Não foi o caso hoje.

  9. 09/11/2007

    Um problema mais sério que o elenco...


    Mais preocupante que os reforços que precisamos para 2008, o impasse da justiça sobre as eleições do ano passado me parece um problema bem mais grave. A pendenga está prestes a fazer um ano e nada foi resolvido. As coisas estão sendo empurradas com a barriga (um atributo de respeito em alguns dos dirigentes do Vasco) e, segundo o advogado da oposição, a intenção é manter os atuais dirigentes "interinamente" até 2009. Nessa matéria temos uma noção de como é sério o problema.



    Mas a situação do elenco para ano que vem também preocupa. Enquanto os comentaristas do Blog da Fuzarca sugerem noms como Diego Souza (Grêmio), Leo (Benfica), Maurinho (Goiás), Delgado (LDU), entre outros, nossa diretoria aparece com Jason Ebanks, um volante do Elite SC, das Ilhas Cayman (?!?!?!?!?). Até imagino que parte de nossa diretoria tenha ótimos relacionamentos na aprazível ilha caribenha, mas tenho minhas dúvidas se seus "contatos" tenham algo a ver com futebol.

    É nessas horas que eu penso: adianta torcer por reforços de qualidade?

  10. 08/11/2007

    Dois retornos...


    Depois de uma eternidade, Morais finalmente saiu do estaleiro, com grandes chances de já jogar contra o Figueira pelo menos 45 minutos. Outra coisa que não acontecia há um bom tempo (antes até que a contusão de Morais) também pode acontecer: Romário viajar, não para alguma cerimônia da Fifa, mas para jogar fora do Rio.

    O retorno do Morais é esperado há muito pela torcida do Vascão. Faltando apenas três rodadas para o fim do Brasileirão, a presença de Morais não vai fazer a mesma diferença que teria feito se ele efetivamente jogasse o campeonato. Mas sua volta em um momento de definição de vaga para a Sul-Americana 2008 é importante.



    A presença de Morais em campo também traz uma questão interessante: como o Espinosa vai armar o time com ele? Nosso técnico acenou com a possibilidade de retornar ao 3-5-2, testando o meio com um volante apenas (Amaral) e dois armadores (Leandro Bonfim e Conca). Morais foi testado no time principal, mas apenas em um 4-4-2.

    E se o Morais jogasse no 3-5-2, com Amaral e Conca na meiuca? O potencial ofensivo dessa formação serviria para provar que não existe esquema defensivo, e sim times que se postam defensivamente (o caso do Vasco, na minha opinião). Aliás, com Morais e Conca armando e apenas Amaral na marcação, pode ser que pequemos pelo excesso (não custa lembrar que Julio Santos estará na zaga). Mas, acho que valeria pelo menos o teste. Um pouco de agressividade seria bom, para variar.



    E o Romário? Se ele resolver viajar - será? - vai disputar a vaga no ataque com Alan Kardec e Marcelinho. Na atual conjuntura, fico com sérias dúvidas sobre quem seria o melhor parceiro do Leandro Amaral...

Julio Cesar, fluminense (NÃO O TIME!!), é há 7 anos publicitário por formação e há 32 vascaíno por convicção. Torcedor de arquibancadas - amarelas da UERJ no Maracanã e em São Januário - , quando não está preocupado com os rumos do seu Vasco da Gama, ocupa seu tempo trabalhando na Effort Comunicação.

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